<$BlogRSDUrl$>

quarta-feira, outubro 27

Imagem de satélite (natural) 


NASA/JPL/Space Science Institute

Para hoje prevê-se céu muito nublado, com boas abertas (em Titã).

terça-feira, outubro 26

Experiências que utilizam animais 

Ontem assisti, aqui na Universidade, a um excelente colóquio sobre experiência animal. O painel de oradores era muito bom e tinha ainda a seu favor o cobrirem todos os campos, desde a ética e o direito ao ponto de vista das ciências. E obviamente estas três vertentes têm que estar associadas quando se fala de experimentação que utiliza animais.
Este é um assunto pouco pacífico (às vezes mesmo muito pouco pacífico), mas incontornável em algumas ciências, nomeadamente nas ciências da saúde. E os cientistas que têm necessidade de utilizar animais na sua investigação não são propriamente uns ogres carniceiros.
Sendo incontornável em muitas áreas, a utilização de animais de laboratório tem que obedecer a critérios bem definidos, até do ponto de vista legal (embora muitas vezes as leis só sirvam para esconder hipocrisias, como foi ontem bem ilustrado por um dos oradores com o caso da Nova Zelândia que aboliu por decreto as experiências com primatas, que nunca tinham sido feitas no país, ao mesmo tempo que se sabe que lá se realizam as maiores barbáries com ovelhas e outros animais). Mais eficaz é a regra dos três Rs: Reduce, Refine, Replace. Experiências com animais só devem ser feitas se se provar serem absolutamente essenciais, é por exemplo ridículo e de ética duvidosa a utilização de animais na indústria cosmética. Devem estas experiências ser excelentemente bem programadas para que do sacrifício dos animais possa vir o maior benefício para a ciência e, por último, sempre que possível o animal deve ser substituído por linhas celulares, tecidos, até simulações computacionais. Não menos importante é o modo como esses animais devem ser tratados, devendo os investigadores adoptar todos os métodos que visem aumentar o seu bem estar e minorar o seu sofrimento, nomeadamente ao nível da alimentação, da anestesia e da analgesia.
Há uns anos nos Estados Unidos um grupo de “libertadores dos animais”, entrou num laboratório de investigação científica e depois de destruir tudo o que lhes apareceu à frente pegou nas gaiolas dos animais, ratos e ratinhos, e chegando a um parque “libertou” os pobrezinhos. O fim é fácil de imaginar, habituados a viverem e a serem alimentados em cativeiro, uns morreram à fome, outros esmagados por rodas de carros, outros foram apanhados por predadores.
Aqui, como em tudo na vida, é necessário bom senso.

Hoje, num planeta perto de si... 

...Titã será verdadeiramente o gigante que é suposto ser. Ele cresce a olhos vistos aqui.

sexta-feira, outubro 22

Reflexão sobre os media 

Agora que tanto se fala de jornalismo – regulação/autoregulação, vale a pena ler e meditar no artigo que se segue. Os cortes (por demasiado extenso) e sublinhados são meus.


Há duas espécies de jornalismo: um elevado, que dá uma visão de conjunto, e outro baixo e veloz, fornecendo imagens de detalhes que se desvanecem. Jornais que nas parangonas das primeiras páginas de hoje não mencionam nada do que se passou ontem e a edição de amanhã esquecerá as notícias de hoje pertencem ao último tipo de jornalismo. É um jornalismo que nunca aprofunda nenhum tema, que tenta vender notícias chocantes e trepidantes às audiências. Porque será que tantos jornalistas preferem a segunda maneira de desenvolverem a profissão? A quem é que beneficia? Quem quer um jornalismo baixo: o editor, o director, os jornalistas ou os leitores?Foram estes os tópicos discutidos durante um seminário de três dias em que tomei parte numa visita à Itália. Entre os 250 participantes, contavam-se alguns dos melhores jornalistas italianos à mistura com intelectuais e estudantes.

As opiniões dos participantes eram variadas. Foi dito que quando somos inundados com notícias, perdemos a noção daquilo que é realmente importante. É frequente falar-se de guerras, mas normalmente não sabemos as suas causas e o que vai acontecer quando a guerra acabar. A Somália é disso um luminoso exemplo. Desapareceu completamente dos noticiários, apesar de a sua situação não ser melhor que há dez anos quando foi durante muitos meses o assunto principal dos jornais mundiais. Alguns patrões de órgãos de comunicação social querem que as pessoas comprem e consumam em vez de serem cidadãos responsáveis. A imagem está a adquirir cada vez mais importância. Os políticos têm sucesso, não porque prosseguem políticas boas mas porque são actores bem-parecidos.
Finalmente, alguns dos participantes pensavam que a qualidade do jornalismo não se avalia a partir de critérios de jornalismo elevado ou baixo, mas a partir do factor rapidez. O bom jornalismo é lento, no sentido em que se delonga a dialogar com as pessoas, especialmente os marginalizados, escuta as vozes mais fracas e apresenta o pano de fundo da história.

Fome de escândalos

Não nos surpreende que haja tantos lamentos sobre o mau jornalismo. A globalização está a fazer com que os órgãos de comunicação social sejam quase iguais em todo o mundo. Muitos dos aspectos, positivos e negativos, têm correspondência aqui no Quénia, onde, como em qualquer lugar, às vezes acontece que os jornais preferem saciar o desejo de escândalos, o apetite insaciável de mexericos, a atitude de «culpar sempre o outro», em vez de dar informação séria.
A imprensa tem de ter cuidado sobretudo em não cair em generalidades e preconceitos, porque estas atitudes abrem as portas a discriminações e racismos de todo tipo. Por exemplo, se se fala genericamente dos «americanos» ou dos «luos» ou dos «padres italianos» e se lhes cola uma série de generalidades, comete-se uma injustiça grave e inicia-se um processo que facilmente pode conduzir a preconceitos sociais e discriminações. Se me permitirem um exemplo tirado dos meus escritos, na semana passada, quando denunciei os comentários racistas de um ministro italiano, não caí em generalizações. Chamei o homem pelo nome e fui claro que o considerava racista, mas não porque era italiano ou ministro. Ele é racista por aquilo que pessoalmente diz ou faz.

O papel da reflexão

É verdade que a base de trabalho do jornalismo são factos e eventos descritos da forma mais exacta. Contudo, a reflexão sobre os factos e eventos também pode ser bom jornalismo. Os directores publicam cada vez mais comentários, provavelmente devido às exigências dos leitores. Não é, portanto, só bom jornalismo mas também um indicador do amadurecimento crescente da opinião pública.
No seguimento de um escândalo sexual profusamente reportado e em certo sentido criado pelos media, o ministro da Informação, Raphael Tuju, foi citado dizendo que «temos que ir criando lentamente em nós um espírito de jornalismo responsável para assegurar que as editoras dos media mantenham sempre a credibilidade».
De facto, não há alternativa a uma informação livre. Pode errar, exagerar, prosperar em escândalos, fazer reportagens irresponsáveis com alegações não provadas. É um preço elevado a pagar, mas vale a pena. Responsabilidade, bom senso e noticiar correctamente não podem ser impostos pela lei. No melhor dos mundos possíveis poderíamos ter uma comunicação social totalmente livre e responsável. Mas esse não é certamente o nosso.Há duas maneiras de colaborar no aparecimento de uma comunicação social mais livre e responsável. Um dos caminhos é recorrer aos tribunais quando publicam matérias falsas ou não provadas, embora esta opção não seja viável para a maioria de nós. O segundo é a auto-regulação. ...

RENATO KIZITO SESANA in Além-Mar Outubro 2004

Pobre George III 

It's not time to make a change,
Just relax, take it easy.
You're still young, that's your fault,
There's so much you have to know.
Find a girl, settle down,
If you want you can marry.



George ainda não chegou aos 100 anos. É um rapaz, jovem e cheio de actividade, como só uma tartaruga gigante pode ser. Deverá viver ainda outros 100 anos e com um bocadinho de sorte chegará a ser pai. Mas o seu desinteresse por sexo preocupa todos os que têm que se preocupar com essas coisas de conservação das espécies.
E as buscas continuam. Será que alguma fêmea de Pinta andará em diáspora por esse mundo, zoos e colecções privadas incluídas? Foi recolhido e analisado DNA de 400 tartarugas que andam por esse mundo fora, nenhuma amostra aparenta ser originária de Pinta.

Não perca a continuação da triste história do triste George, o solitário

quinta-feira, outubro 21

Não acredito! 

Concorde-se ou não com as propinas e com as formas de luta que os estudantes estão a adoptar, isto não podia ter acontecido.



Foto de Liliana Guimarães para o jornal "A Cabra".

A ministra da educação não existe 

Ontem, à saída do Parlamento, a ministra da educação disse qualquer coisa como isto: “como é que se pode saber quantos meninos não têm ainda professor? às vezes os meninos não têm aulas porque o professor faltou, outras porque não têm ainda professor…” A ministra da educação não existe.

Pobre George II 

George carrega a sua solitária existência no Centro de Pesquisa “Charles Darwin” em Puerto Ayora. George tem servido de mascote ao movimento de pesquisa de conservação das espécies dos Galápagos cujos investigadores gostariam de repovoar a ilha de Pinta com a descendência de George.
Em 1992 puseram-no em contacto com algumas fêmeas vindas da vizinha Isabela, em vão!
No fim dos anos 90 geneticistas descobrem semelhanças genéticas entre George e uma subespécie que habita uma ilha mais longínqua – Española.
Estará a solidão do pobre George, o solitário, a chegar ao fim?

Não perca a continuação da triste história do triste George, o solitário

Hoje gostaria de ter continuado assim 



Paula Rego "sleeper" da série "Dog Women"

quarta-feira, outubro 20

Pobre George 

Pobre George, o solitário. Pode ser famoso, mas está só neste mundo, e se se mantiver o seu total e inexplicável desinteresse por sexo só continuará.
O solitário George é provavelmente a última tartaruga gigante da sua espécie. Desde que o descobriram em 1971 nos Galápagos, as agências matrimoniais não se têm poupado a esforços para lhe arranjarem companheira. Todas as possíveis candidatas da sua ilha foram sondadas, todos as tartarugas de todos os zoos do mundo foram solicitadas. Sem sucesso: a libido do solitário George continua abaixo de zero.



Não perca aqui a continuação da triste história do triste George, o solitário.


sexta-feira, outubro 15

Hoje acordei assim 

LIBERDADE


Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...


Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.


Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!


Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.


E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...


Fernando Pessoa


terça-feira, outubro 12

mortalidade infantil 

de acordo com um novo relatório da unicef, o progresso na redução da mortalidade infantil tem sido demasiado lento_ os "United Nations Millennium Development Goals", definidos em 2000, deram aos países como alvo o corte em 2/3 das taxas de mortalidade de crianças abaixo de 5 anos de idade, comparando os valores de 2015 com os de 1990_ enquanto 90 por cento dos países, entre eles o egipto, a indonésia e o brasil, estão no bom caminho para cumprir esta meta, o cambodja, botswana e afeganistão estão entre os 98 países muito longe deste objectivo_ a guerra, a malnutrição, a SIDA e outras doenças causam a morte a 11 milhões de crianças por ano, a maior parte das quais poderia ser evitada com medidas básicas de saúde_ o holocausto silencioso continua. ..
da revista "The Economist" de 7 de outubro de 2004





segunda-feira, outubro 11

A Filarmonia das Beiras acabou. 

A Filarmonia das Beiras acabou. Parece que não havia como pagar aos músicos. E também para quê pagar aos músicos – que raio de utilidade poderão ter – vão trabalhar malandros. E o vereador do pelouro da cultura da CM de Coimbra, como homem de cultura que se preza disse qualquer coisa como isto, “ É pena, mas também era incomportável, temos que ter uma orquestrazinha mais pequenina, mais à nossa medida, pequenina, pobrezinha, modestinha, mas honesta, limpinha, uma orquestrinha tipo só de cordas”. Que coisa! para que servem as flautas e os oboés? Pode sempre adaptar-se um concerto para oboé ou para fagote a concerto para violino, até soa melhor, não é?


ps O Maestro Virgilio Caseiro, sempre oportuno fez as contas de modo diverso: 40 autarquias - 2 orquestras. Acabe-se com 2 autarquias.

quinta-feira, outubro 7

liberdade assimptótica 

o prémio nobel da física de 2004 foi atribuído aos americanos david gross, david politzer e frank wilczek pela descoberta da liberdade assimptótica, um elemento fundamental na construção da cromodinâmica quântica (QCD), a teoria das interacções fortes; esta explica como os quarks se juntam para formar os hadrões, e como os protões e neutrões se mantêm juntos no núcleo_ esta teoria é baseada nos mesmos princípios da electrodinâmica quântica (QED), a teoria quântica de grande sucesso para a interacção electromagnética, mas com algumas diferenças importantes_ a partícula de troca na QED é o fotão, a partícula responsável pela interacção, a qual é neutra, logo não sofre essa interacção, apenas a medeia_ a partícula de troca na QCD é o gluão, de que existem 8 tipos, e todos possuem "cor" e "anti-cor" (a "cor" é o equivalente da "carga" para a interacção forte) logo podem também sentir esta força_ enquanto a constante de acoplamento da QED (que mede a intensidade da interacção), a constante de estrutura fina, é muito menor do que 1 (=1/137 para baixas energias), permitindo uma expansão perturbativa em série, a constante de acoplamento da QCD é da ordem de 1 (para baixas energias), fazendo com que os termos de ordem superior na expansão em série sejam crescentes, o que leva à divergência da expansão (e à impossibilidade de fazer cálculos)_

a liberdade assimptótica vem resolver o problema ao fazer com que os quarks sejam quase livres quando estão próximos mas à medida que se afastam aumenta a força entre eles (como uma mola ou uma fita de borracha ao ser esticada)_ a energia necessária para afastar os quarks aumenta com a separação até que se dá a rotura, quando há energia suficiente para a formação de um par quark-anti-quark (energia=massa), cada um deles acompanhando um elemento do par inicial, e evitando que um quark possa ser observado isolado (numa analogia, se partirmos um magnete em dois, para tentar obter dois polos separados, ficamos com dois magnetes mais pequenos)_ os quarks são assim confinados enquanto na interacção electromagnética a intensidade da interacção decresce com o quadrado da distância (como na lei de coulomb) e as cargas eléctricas podem existir isoladas_



quarta-feira, outubro 6

Fernando Piteira Santos 

“Fernando Piteira Santos_Português, Cidadão do Século XX”

A não perder esta exposição na Casa Municipal da Cultura de Coimbra.

Fernando Piteira Santos, o homem, o intelectual, o pedagogo, o político e resistente anti-fascista, o jornalista e escritor.

E poucas vezes o termo cidadão foi tão bem empregue.


PS De realçar ainda o grafismo e fotografia da Susana Paiva.

segunda-feira, outubro 4

DemocRATS 

A Science et Vie de Setembro está interessante, fala de como somos enganados pelo nosso cérebro. Inclui um daqueles testes onde vemos linhas direitas todas tortas ou onde nos apercebemos das partidas que o nosso cérebro nos prega ao lermos um curto texto.

Mais intrigante é a secção onde se discute a utilização deste conhecimento por campanhas de publicidade. Há mesmo uma nova técnica, o neuromarketing, que utiliza a imagiologia cerebral como ferramenta para descobrir formas de manipular os nossos comportamentos impulsivos, contornando a nossa racionalidade “desmancha-prazeres”.

Nessa secção surge como exemplo a utilização de publicidade subliminar (que é proibida) na campanha de Bush para as presidenciais de 2000 (é notável a panóplia de truques baixos deste senhor). Aparentemente, procurava-se com o anúncio que o espectador associasse, de forma inconsciente, a palavra "RATS" (literalmente "ratazanas", mas também vira-casacas, renegado, traidor) a Gore e aos democRATS em geral, através da inserção durante 1/30 de segundo daquela palavra em letra grande, logo após a passagem de uma imagem de Gore. O assunto foi falado por exemplo aqui e aqui, tendo sido ridicularizado pelos republicanos. No entanto, a associação de ideias é tão boa que custa a crer que a associação não fosse intencional (apesar de estar mascarada pela palavra “bureaucRATS”, que aparece no anúncio).

Podemos pensar que a publicidade subliminar é inofensiva, no entanto a revista afirma, quiçá demasiado peremptoriamente, que "está provado: uma mensagem subliminar condiciona-nos durante duas semanas!", numa alusão a um estudo feito na Universidade de Uppsala. A revista refere também estudos usando técnicas como a Ressonância Magnética Funcional, como os de Sanislas Dahaene (SHFJ, Inserm-CEA, França), que mostram que o tratamento dessas palavras subliminares não implicam apenas as regiões sensoriais do nosso cérebro mas também outras regiões, sendo tratadas de forma tão global como informações recebidas conscientemente. Refere também o estudo de Joel Weinberger (Univ. Adelphi, USA), autor de um artigo publicado na Science (2003, 299:1309, "Did RATS bite Gore?") sobre o impacto do anúncio na imagem de Gore, citando-o: "o debate, hoje, já não é o de saber se o princípio das imagens subliminares funciona: os seus efeitos são bem reais! Doravante, a questão é determinar o alcance das suas repercussões nos espectadores".

Como não tenho acesso à Science, não li o artigo de Joel Weinberger, mas a S&V diz que ele conseguiu mostrar que a difusão subliminar de “RATS” foi susceptível de aumentar as opiniões negativas relativamente a Gore (no entanto, se o escândalo surgiu antes das eleições, resta saber qual terá sido o efeito da publicidade não-subliminar...). Sendo assim, divirto-me só de imaginar a hipótese de um frame de 1/30 de segundo ter mudado a história do mundo, basculando um punhado de votantes nas anteriores eleições americanas (ok, podemos imaginar uma data de factores igualmente insignificantes a ter o mesmo efeito...).

Com as próximas eleições aí à porta, que novos truques publicitários vamos (não) ver?

This page is powered by Blogger. Isn't yours? Weblog Commenting by HaloScan.com