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terça-feira, junho 29

forjaz 

o arquitecto josé forjaz exerce a sua profissão principalmente no sul de áfrica, em particular na suazilândia e em moçambique_ no livro acerca da sua obra (textos e projectos), com o título "entre o adobe e o aço inox" descreve as dificuldades do trabalho de um arquitecto no chamado "terceiro mundo", onde não existe nada que torna possível a arquitectura no mundo desenvolvido: não existem recursos humanos qualificados nem recursos financeiros, não existe uma cultura construtiva que vá além da arquitectura tradicional de madeira, colmo e terra, ou dos projectos importados do norte desenvolvido, os quais são completamente desadequados ao clima e às necessidades e condições sociais e económicas desses países_ a arquitectura não é claramente uma prioridade para estes países, com dificuldades muito mais sérias e urgentes noutras áreas, apesar da importância que tem o planeamento físico para o desenvolvimento e para a preservação ambiental_ refere ainda que não existe investigação nesta área, no projecto arquitectónico adequado às condições desses países_ é particularmente difícil encontrar os materiais adequados e, ainda pior, encontrar quem os saiba aplicar_ o arquitecto tem de voltar à idade média e ser simultaneamente o projectista, o topógrafo, o engenheiro de estruturas, instalação eléctrica, de águas e de esgotos, o mestre de obra, o medidor, etc.

o livro é revelador de todas estas dificuldades, mas mostra também o que é possível fazer com meios tão reduzidos desde que exista sensibilidade às condições e necessidades locais, desde que exista vontade e empenhamento_


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