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segunda-feira, outubro 13

nómadas 

sempre achei que retirar pessoas de barracas, habituadas a um tipo de vida (literalmente) ligado à terra, e colocá-las em apartamentos, sem mais preparação, é, apesar das boas intenções, uma violência e está, quase sempre, condenado ao fracasso! as pessoas não podem ser assim transplantadas para outro meio, para outro conjunto de regras cívicas, para um meio tão diferente ao que estão habituados, sem que deixem, literalmente de um dia para o outro, de reproduzir os comportamentos a que estão habituados_ os realojamentos em bairros sociais nos anos 40, em coimbra, foram, nesse aspecto, muito mais "humanos"_ vejam o exemplo dos bairros da conchada, de celas e da fonte do castanheiro: pequenas casas de piso térreo, geminadas, com um pequeníssimo quintal em frente_ muitas dessas pessoas ou seus descendentes continuam a viver nesses bairros e, quando a câmara permitiu a sua aquisição pelos seus habitantes (como na conchada, já que a câmara nunca iria vender esse terreno numa zona de intensa especulação imobiliária como é celas), as casas permanecem cuidadas e foram até melhoradas (compare-se com o novo bairro social do ingote)_
o rem koolhaas diz que os ricos ocupam aquilo que não custa nada (o ar) e os pobres aquilo que é mais caro e raro (a terra)_ compare-se as favelas do rio de janeiro com os arranha-céus na avenida atlântica...

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