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segunda-feira, agosto 18

cidades 

li recentemente uma crítica a um trabalho de planeamento urbano realizado por um grupo holandês_ a idea subjacente ao trabalho era a seguinte: as cidades grandes são geralmente sítios maus para viver (por causa do tráfego, da poluição, das distâncias a percorrer, do tempo perdido em deslocações, da habitação, das zonas verdes, etc.) mas são os locais onde existem as melhores oportunidades de encontrar trabalho, em particular nas áreas mais especializadas_ apenas nas grandes cidades existe a massa crítica que justifique a existência de certos serviços_ a ideia desse grupo holandês, penso que se chama RNV, é de criar redes de cidades médias relativamente próximas (e isto é muito fácil de encontrar nos países baixos e no ruhr) que consigam criar a massa crítica necessária para o surgimento de todas as oportunidades de serviços fornecidas pelas megalópoles, mas continuando com a qualidade de vida das cidades médias_ esse grupo criou um software que analisa bases de dados com informação de um grupo de cidades e tenta extrair as potencialidades e especialidades de cada uma, servindo como ferramenta decisória, por exemplo para a construção de grandes infraestruturas que poderão ser comuns a esse grupo de cidades, evitando duplicar investimentos, e justificando esses mesmos investimentos pela população que será servida por eles_ tudo isto é um pouco (?) utópico mas dá que pensar_ olhando para o nosso caso, poderia ser constituída uma rede de cidades médias como coimbra, leiria, aveiro e viseu (para além das cidades mais pequenas entre elas, como pombal, cantanhede, etc.), cada uma delas com as suas potencialidades, e dividir os grandes investimentos entre elas (seja uma estação do tgv, um nó na rede rápida de internet, um aparelho de pet, um acelerador de partículas, um estádio de futebol, um museu de arte moderna, uma orquestra sinfónica, um hospital pediátrico, um aeroporto, um porto comercial, um parque temático, uma área protegida, um teatro de ópera, uma pavilhão para concertos, etc.), sem bairrismos, apoiados por ferramentas decisórias relativamente fiáveis, e sabendo que esses investimentos servirão uma população vasta, equivalente à de uma grande cidade, pois entre essas povoações existem ligações rápidas_

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