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quarta-feira, julho 2

A incerteza, aba da ciência 

Num assalto de desespero, rompo com a corrente e dedico-me a pensar por uns minutos. E, continuando a prevaricar por não me dedicar a produzir, penso que apesar da felicidade alfabética do nome, dificilmente este pasquim neotecnológico onde me exponho terá exposição. Porque, não tarda, ninguém mais usará palavras como “aba” ou “Heisenberg” nos campos de pesquisa dos browsers. Porque, a seguir a corrente que ousei romper por míseros segundos, não mais serão sabidas, não mais interessarão.
Na corrente pergunta-se em que contribui a fluência no português mais erudito ou o conhecimento da essência científica para a produtividade. E o ataque da reacção (palavra pouco inocente, mas que posso ousar usar porque a julgarão virgem) tem sido feito ao nível mais subtil, jogando com armas de destruição maciça nada iraquianas, devastadoras, mesmo. Sob seu fogo estão a ciência e, no geral, os estudos superiores de banda verdadeiramente larga.
Porque, diz a corrente, o que interessa é produzir. Sem perceber que o diz apenas no sentido de massa imediata, comprometendo a verdadeira produção, que é única e duradoura.
Talvez porque não saibam que, até no mais comum dos dicionários produção significa também obra. E, producente: concludente, lógico.

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