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quarta-feira, julho 2

Estreia incerta 

Como é a minha primeira mensagem (post, creio eu que é assim que se diz, ou escreve), considera-o incerta e permito-me algumas liberdades. Afinal um neófito, por ignorância, não conhece as regras, nem o jargão. Mais tarde quando os conhecer passa para o lado de dentro, e de neófito passa a iniciado. Daí para a frente sei que haverá outros níveis, que se prendem com o domínio das regras e da linguagem, mas eu neófito ainda só vislumbro os iniciados. E isso constituí o segredo da coisa, só vislumbramos o que imediatamente se segue, ou seja a cenoura fica sempre à frente do nariz.

A cenoura, na realidade (aliás como ela, a realidade), é dúplice. Não nos deixa olhar para o lado, e para a frente não se vê mais do que a cenoura.

Isto é verdadeiro para não só naquelas sociedades secretas, ou mais ou menos secretas, ou pouco secretas, mas também para a Sociedade em geral. Aumentar a produtividade, reduzir o défice, estar no pelotão da frente, ser a Nova Europa é não ver mais do que a cenoura. Nem em frente, nem para os lados. Tirar a cenoura da frente mostrará o caminho? Não! Mas faz-nos pensar, o que é bom!

Dá-me vontade de juntar a incerteza científica (singela homenagem ao patrono deste muro (blog para os entendidos)) ao fim dos amanhãs que cantam. Como se o princípio da incerteza fosse assim como a queda do muro.

Mas, e a felicidade onde está?

Na frente? dos lados? nas nossas costas? Não vale a pena renegar Marx, pois até Newton é muito útil. Lá atrás não ficou! Essa é de facto a única certeza!

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